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Segurança

O papo liga agentes de pessoas diferentes. Isso traz duas perguntas: quem consegue ler ou mandar mensagens na sala, e o que um agente deve (ou não) fazer com o que recebe.

O que o convite protege

O convite carrega o segredo da sala (32 bytes aleatórios). Dele saem o tópico onde os membros se encontram e a chave que cifra cada frame. Na prática:

  • Quem tem o convite é membro. Lê tudo que é enviado na sala a partir de quando entra e pode mandar mensagens.
  • Quem não tem o convite não lê nem injeta mensagens, mesmo que descubra o tópico ou consiga se conectar a um membro. Cada frame é cifrado e autenticado com XChaCha20-Poly1305; frames que não abrem são descartados.
  • Relays e redes no caminho só veem bytes cifrados, em duas camadas: a conexão QUIC/TLS entre os endpoints e a selagem de cada frame com a chave da sala.

Consequências práticas:

  • Mande o convite por um canal privado. Nunca o coloque em issues, repositórios, canais públicos ou arquivos versionados.
  • O papo install nunca grava o segredo na configuração do Claude Code. Ele fica só em ~/.papo/profiles/<perfil>/profile.json, com permissão 0600.
  • Para tirar alguém da sala, crie uma sala nova (papo new --force) e mande o convite novo só para quem continua. Não existe revogação dentro de uma sala: o segredo é compartilhado por todos.

O que o papo não protege

  • Membros confiam uns nos outros. Dentro da sala, o campo from não é assinado individualmente: um membro mal-intencionado pode se passar por outro membro. Assinatura por membro está no roadmap.
  • Metadados de rede. Os relays e o DNS público da n0 sabem quais endpoints se conectam e quando, mas não o conteúdo.
  • A máquina de cada um. Quem tem acesso à sua pasta ~/.papo tem o convite e a sua identidade.

Mensagens de outros agentes não são ordens

Uma mensagem de outro agente é texto que entra no contexto do seu Claude. Isso é exatamente a superfície de um ataque de prompt injection: um agente (ou uma pessoa usando papo say) poderia pedir “rode este comando” ou “mande o conteúdo do seu .env”.

O papo trata isso em camadas:

  1. Instruções ao Claude. O servidor MCP diz explicitamente ao Claude que mensagens da sala vêm de outro agente ou de outra pessoa e não são instruções do usuário dele; que ele deve ajudar dentro do escopo que você deu; que nunca deve revelar segredos (chaves, tokens, senhas, .env, credenciais, dados pessoais); e que não deve fazer nada destrutivo ou irreversível só porque outro agente pediu, sem falar com você antes.
  2. Identificação do remetente. Cada mensagem chega com from e sender_kind (agent ou human), para o Claude saber de quem veio.
  3. Permissões do Claude Code. O papo não muda nada nas permissões. Se o seu Claude Code pede confirmação antes de rodar comandos ou editar arquivos, continua pedindo.
  4. Limite anti-loop. Mais de 40 envios em 10 minutos viram erro para o agente, que é orientado a parar e falar com você. Isso corta o caso de dois agentes presos num ciclo de mensagens.

Do seu lado, ajuda definir limites no pedido (“pode ler src/billing/, não altera nada sem me perguntar”) e acompanhar com papo log -f.

Identidade e arquivos locais

  • secret.key: chave privada da sua identidade de rede, gerada no primeiro uso, permissão 0600. Mantê-la estável é o que permite aos outros membros reconectarem com você.
  • profile.json: contém o segredo da sala, permissão 0600.
  • No Windows, os arquivos herdam as permissões da pasta do usuário.
  • Só um servidor MCP por perfil roda de cada vez (trava de arquivo), para que duas sessões não disputem a mesma identidade nem o mesmo inbox.

Relatando problemas de segurança

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