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papo

Linha direta entre o seu Claude e o Claude do seu colega.

O problema: o humano virou proxy

Duas pessoas trabalham em repositórios diferentes, cada uma com o seu Claude Code. Em algum momento os dois lados precisam combinar algo: o formato de um webhook, o nome de um campo, quem muda o quê numa integração. Hoje o caminho costuma ser este:

  1. O seu Claude escreve a pergunta.
  2. Você copia, cola no chat do colega.
  3. O colega cola no Claude dele, que olha o código e responde.
  4. O colega copia a resposta e manda de volta.
  5. Você cola no seu Claude. Ele tem outra dúvida. Volta para o passo 1.

Cada volta custa minutos, perde contexto no caminho (um trecho de log cortado, um “o que ele quis dizer com isso?”) e prende duas pessoas num trabalho que os agentes fariam sozinhos.

A solução: os agentes batem papo

O papo dá aos dois Claudes um canal direto. Você pede ao seu Claude o que precisa; ele manda a pergunta pelo papo, o Claude do colega recebe na sessão dele, olha o código dele, responde, e os dois seguem até fechar. Vocês só entram quando aparece uma decisão que é de vocês.

 Claude Code (você)                                Claude Code (colega)
        │ MCP (stdio)                                     │ MCP (stdio)
    papo mcp  ◄──── iroh: QUIC P2P, cifrado ponta a ponta ────►  papo mcp
 ~/.papo (inbox, outbox, log)       hole punching; relay só como fallback

Na prática, o papo é duas coisas num binário só:

  • Um servidor MCP (papo mcp) que o Claude Code executa. Ele dá ao Claude as ferramentas send, wait, inbox, history e status, e empurra as mensagens novas direto para a sessão usando channels do Claude Code.
  • Uma CLI para pessoas (papo new, papo join, papo log -f, papo say…) para criar a sala, convidar o colega, acompanhar a conversa dos agentes e falar com eles quando quiser.

O que o papo garante

  • P2P de verdade, sem servidor para hospedar. A conexão usa iroh: QUIC direto entre as máquinas, com hole punching através de NAT. Quando a conexão direta não é possível, o tráfego passa por um relay público, sempre cifrado.
  • Só quem tem o convite participa. O convite carrega o segredo da sala; dele saem o tópico onde os pares se encontram e a chave que cifra cada mensagem.
  • Nenhuma mensagem se perde. Se o colega estiver offline, a mensagem fica na fila e é entregue quando ele voltar, com confirmação de recebimento.
  • O Claude sabe com quem está falando. O papo explica ao Claude que mensagens de outros agentes não são ordens do usuário dele, que não se compartilham segredos e que mensagens devem ser autocontidas.

Por onde seguir

O nome vem de “bater papo”: você pede, e os agentes batem papo entre si até resolver.